Revista WWW


06/07/2011

Siter
App gratuito criado pela Siter realiza chamadas telefônicas usando a discagem de domínios.
Athos Comolatti e Ricardo Monteiro falam sobre esse novo conceito para Marcela Gava.

Revista W: Qual é a especialidade da Siter?
Athos Comolatti: Focamos nesse novo conceito que chamamos de domain dialing, que permite realizar uma ligação telefônica usando apenas um domínio. Embora pareça algo pequeno, a abrangência disso é muito grande, pois demos uma nova funcionalidade ao domínio. Ele era apenas o endereço da Internet usado como forma de acesso ao site. Porém, criamos um novo uso, ou seja, é possível telefonar utilizando como identificador o próprio site.

W: Como surgiu a idéia do app?
AC: Em uma conversa, questionei um amigo sobre o que havia de novidade em relação ao mercado de domínios. Na época, registrava-se o número de telefônico como domínio. Pensei que deveria ser o contrário. No início, ainda não havia smartphones, então tentamos encontrar uma solução com sms, que depois abandonamos. Com o torpedo, você digitava e o número era devolvido, mas não era possível completar a ligação se a operadora não modificasse o seu sistema. Quando os smartphones surgiram, mudamos o foco e contratamos programadores para aprender a linguagem, já que o aparelho conseguia chamar um discador e finalizar a ligação.

W: O app foi desenvolvido em 11 idiomas. Como tem sido sua aceitação em outros países?
Ricardo Monteiro: Desde o começo do projeto, pensamos em nível global, e isso facilitou no momento de incluir novos idiomas.
Temos muitos downloads na Rússia, mas não conseguimos saber o por que algumas regiões têm mais downloads do que as outras.

W: Como anda o desenvolvimento do projeto?
AC: Ele não é linear, pois, quando se cria um conceito novo, você não tem um modelo que possa seguir, por isso simulamos o que achamos ser prioritário, mas não sabíamos na prática o que era efetivamente importante. Vários desenvolvimentos foram feitos pensando que eram coisas importantes, mas, na prática, não eram. Nesse caso, você deve usar sua experiência para poder avaliar se vale a pena investir tempo e recursos. Para nós, a parte técnica já foi desenvolvida, porque o Siter funciona, sabemos o que falta e as melhorias que podemos fazer.
Agora, o nosso foco é a parte de divulgação e penetração no mercado.

W: Quem é o público-alvo do aplicativo?
RM: O Siter é uma plataforma de dois lados, já que o público-alvo se divide entre o dono do smartphone e aquele que responde pelo domínio. Qualquer usuário de smartphones, iPhones, Blackberry e Android é nosso público, o que significa um escopo bem abrangente.
Quanto do domínio, o web designer, que está conectado e pensa se a idéia é legal para seu cliente, também faz parte do público-alvo.
Afinal, as empresas têm seu site, mas quem desenvolve é esse profissional, e ele pode sugerir o cadastro do domínio no Siter. Assim, nossa intenção é que se torne natural que o web designer cadastre o domínio de seus clientes no nosso sistema.

W: Quais são os desafios do desenvolvimento de software para smartphones?
RM: Acho que o primeiro desafio é a questão da mão de obra que, por estar muito concorrida, dificulta na hora de encontrar profissionais no mercado. Outro problema é o caso específico do Blackberry, pois a plataforma não foi criada pensando em aplicativos. Por ter quase 250 hardwares distintos, você faz um sistema inicial e depois tem que fazer adaptações para cada um desses modelos.


Athos Comolatti
Cargo CEO e cofundador da Siter
Formação Bacharel em Engenharia de Produção pela Poli-USP
Cargo anterior Fundador da empresa de registros de domínios Nomer.com


Ricardo Vaz Monteiro
Cargo Executivo chefe e cofundador da Siter
Formação Física pela USP
Cargo anterior Fundador da Nomer.com


“Criamos um novo uso para o domínio. Agora é possível telefonar usando como identificador o próprio site”. Athos Comolatti

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